A diferença entre o discurso falado e o discurso escrito

Como eu aprendi estou aprendendo a ser menos crítico comigo mesmo e com os outros

  • Lucas Rogério Masotti
  • 20 de setembro de 2026

2 min de leitura

A diferença entre o discurso falado e o discurso escrito
Divagações
Semana passada apresentei a live Ainda faz sentido usar Java Reativo? e cometi alguns pequenos erros e deslizes com algumas informações. Errar a data em que uma JEP foi lançada ou confundir em qual empresa certo autor trabalhou, por exemplo.
Por mais bobos que esses erros sejam, meu perfeccionismo (ou padrões inflexíveis/crítica exagerada para quem é da terapia do esquema 😅) faz com que eu realmente me incomode com eles: me sinto culpado, fico desanimado etc.

Acontece que dessa vez eu me dei conta do óbvio: como o discurso falado na realidade é muito mais propenso a erros do que o discurso escrito.

Quando estamos apresentando algum material oralmente, é muito mais fácil cometer erros e esquecer detalhes.  Se você se preparou bem e domina o assunto, o essencial estará provavelmente correto, mas mesmo assim é possível que pequenos erros e deslizes aconteçam.

E aqui vem o óbvio, do qual eu demorei décadas para me dar conta: está tudo bem errar alguns detalhes, se a mensagem principal estiver correta!  (🤯, eu sei)
Isso pode parecer a coisa mais evidente do mundo, mas te garanto que existem pessoas, assim como eu, para quem uma vírgula errada já pode ser suficiente para causar certo sofrimento.

Inclusive isso se relaciona com debates. Você sabia que muitos debates mais complexos idealmente são conduzidos por escrito? A discussão por escrito permite cadeias de raciocínio mais complexas, checagem de fatos, revisão etc. Coisas que o debate oral, que acontece em tempo real, não permite.

Fica aqui então o guia óbvio que seguirei daqui pra frente:
  • Quando estiver ministrando ou escutando alguma palestra ou conteúdo oral: focar no essencial do conteúdo, nos pontos principais, não me apegar a detalhes ou pequenos erros.
  • Deixar os detalhes, a precisão e o rigor para o material escrito, que pode ser revisado com calma.
Essas conclusões sobre ministrar e escutar me fazem pensar até sobre a produção do conteúdo em si: talvez apresentações orais, como palestras, devam focar mais no essencial e deixar os detalhes para um material escrito posterior. 
Algo para pensar! 🤔